Brincar - importante e necessário

                                                Escola de educação Básica Heleodoro Borges - Projeto Brincar

A Importância do brincar 

Brincar é coisa muito séria. 

Toda criança deveria poder brincar. 

Através da brincadeira a criança atribui sentido ao seu mundo, se apropria de conhecimentos que a ajudarão a agir sobre o meio em que ela se encontra. Em alguns momentos ela vai reproduzir, em suas brincadeiras, situações que presenciou em seu meio. Por exemplo, ela pode efetuar o seguinte diálogo com sua boneca: “Hoje está frio, por isso você não pode tomar sorvete”, “Nana, nenê...”. A criança vai repetir com seus brinquedos e amigos o modo pelo qual os adultos a tratam e conversam com ela.

As brincadeiras aparentemente simples são fontes de estímulo ao desenvolvimento cognitivo, social e afetivo da criança. 

Também é uma forma de auto-expressão. O faz-de-conta estimula a fantasia, a criatividade e dá possibilidades à criança de construir símbolos, cenários, personagens únicos ou qualquer coisa que desejar. A fantasia sempre entra em cena quando o quarto está bagunçado, são as gatas borralheiras e a mãe, madrasta. Quando a despensa está cheia: carrinhos em punho porque o supermercado é logo ali, embaixo da escada. Isso quando não se dividem entre a Chapeuzinho Vermelho, a Vovó, o Lobo Mau, as Garotas superpoderosas e os Três porquinhos. 

Benefícios do brincar 

 Mantém laços culturais; 

 Elabora as relações de amizade e sociabilidade; 

 Melhora as habilidades sensoriais e motoras; 

 Desenvolve a capacidade de lidar com frustrações; 

 Solicita à inteligência e desenvolve estratégia e sabedoria; 

 Alivia tensões; 

 Desperta criatividade, auto-conhecimento, respeito às regras e às diferenças; 

 Desenvolve a capacidade de negociação, administração de conflitos e solidariedade; 

 Incentiva o conhecimento de direitos e deveres; 

 Estimula o empreendedorismo; 

 Oferece noções de trabalho em grupo e atuação cooperativa. 

Uma questão de hábito ou uma necessidade? 

Para a criança, brincar é viver. 

Esta é uma afirmativa bastante usada e, certamente aceita. 

Poderíamos dizer que todos os adultos, com maior ou menor intensidade, acreditam que as crianças não vivem sem seus brinquedos. Muitos estudiosos defendem a idéia de que a criança brinca porque gosta de brincar, e quando isso não acontecer, alguma coisa não está bem com ela. Enquanto uns dizem que a criança brinca por prazer, outros dizem que ela brinca para dominar angústias.

Do ponto de vista filosófico, o brincar é abordado como um mecanismo para contrapor à racionalidade. Sabe-se que a característica que define o ser humano é a razão e a emoção, mas foi a racionalidade que perdurou durante séculos como instrumento de autodeterminação da pessoa e proclamada como a sua especificidade, em detrimento da emoção.

Do ponto de vista sociológico, o brincar tem sido visto como a forma mais pura de inserção da criança na sociedade. Se o conhecimento social é a base sobre a qual os grupos sociais chegam a um acordo a respeito das convenções estabelecidas pelo próprio grupo, os valores, crenças, hábitos, e modos de produção são conhecimentos assimilados pela criança através da brincadeira e do uso do objeto brinquedo, que é produzido pelo homem e colocado a disposição da criança.

Do ponto de vista psicológico, o brincar está presente em todo o desenvolvimento da criança nas diferentes formas de modificação de seu comportamento; pois na formação da personalidade, nas motivações, as interações criança/família e criança/sociedade estão associadas aos efeitos do brincar.

Do ponto de vista da criatividade, tanto o ato de brincar como o ato criativo estão centrados na busca do “eu”. É uma busca constante para descobrir algo novo. É no brincar que se pode ser criativo, e é no criar que se brinca com as imagens, símbolos, signos. 

A criança que é estimulada a brincar com liberdade terá grandes possibilidades de se transformar num adulto criativo. Do ponto de vista psicoterapeutico o brincar tem a função de entender a criança nos seus processos de crescimento e de remoção dos bloqueios do desenvolvimento, que se tornam evidentes. 

O brincar é universal, é a própria saúde, facilita o crescimento, conduza os relacionamentos grupais. 

É uma forma de comunicação consigo mesma e com os outros, por si só é uma terapia.

Do ponto de vista pedagógico o brincar tem-se revelado como uma estratégia poderosa, para a criança aprender. 

Por que brincar? 

Brincar é essencial à saúde física, emocional e intelectual do ser humano. 

Brincar é coisa séria porque na brincadeira não há trapaça, há sinceridade, engajamento voluntário e doação. 

Brincando nos reequilibramos, reciclamos nossas emoções e nossa necessidade de conhecer e reinventar.

É brincando que a criança mergulha na vida, sentindo-as nas dimensões de suas possibilidades. 

A brincadeira espontânea proporciona oportunidades de transferências significativas que resgatam situações conflituosas.

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