Massagem nos bebês 13

                                                                                                                  Frederick  Leboyer

O banho

Terminada a massagem, eis o momento ideal para o banho. 

Não que você precise lavar o bebê ou tirar o excesso de gordura: a pele absorveu tudo. Não. Não se trata de asseio. Mas, uma vez mais, de bem-estar. De completa liberação. A água vai completar o trabalho. E, acredite, ela é bem mais capaz que você. É só deixá-la trabalhar. Por mais aplicada que tenha sido a massagem, certas tensões ou hesitações podem ter-se manifestado no corpo da criança. E tais tensões podem ainda estar escondidas ao longo da pequena coluna vertebral, nas costas, ao redor do pes-coço, na nuca ou em alguma parte do sacro. A magia da água fará com que desapareçam num piscar de olhos, com a mesma facilidade com que o sol derrete a neve. Desde que você a deixe trabalhar. Isto é, com a condição de saber comodar banho. Como segurar a criança. Ou melhor, com a condição de não a segurar, mas simplesmente deixá-la flutuar. De modo que, de si, nada possa interpor-se entre a água e o bebê. Aceite não ser mais que um observador.

Para fazer a criança entrar na água, segure-a pelas axilas. E, tendo-a mergulhado, deixe-a flutuar. A banheirinha, o recipiente, encontra-se diante de você, na transversal. E a cabeça do bebê, na água, à sua esquerda. Não é necessário segurar o bebê, tão-somente sustentá-lo, pois que o seu corpo flutua de modo espontâneo. E a água que conduz e faz o trabalho. Esse modo de sustentar o bebê é fundamental. O pescoço (não a cabeça) ou, para ser mais exato, a nuca do bebê repousa na concha do seu punho esquerdo. A mão esquerda deve estar totalmente aberta, completamente distendida. O dedo médio desliza na axila do bebê. E isto basta para impedir que o corpo da criança escorregue.
Todavia, para ter mais confiança (enquanto você não se sente suficientemente preparada), sua mão direita virá em seu auxílio. Ao abraçar o corpo do bebê, ela se coloca sob o osso sacro, isto é, sob aparte que denominamos de região lombar. Uma última palavra: é essencial que as duas mãos estejam relaxadas. Isto só será possível se os seus ombros estiverem livres de qualquer tensão. Isto só será possível se a sua respiração... Só assim as suas mãos irão trabalharem harmonia. Entre si. E com a criança. 

Não se esqueça: o bebê é um espelho.Ele devolve a você a sua imagem.A imagem da sua liberdade. Ou de suas tensões. Para libertar o outro é necessário ser livre você mesma. E, de resto, o outro, você mesma...Que outro? Naturalmente a água do banho está quente: na temperatura do corpo ou um pouco mais. Ao sair do banho, um pouco de água fria: com sua mão, simplesmente, no alto da cabeça, no rosto e, por fim, nas nádegas do bebê.

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