O peru

Justamente nesta época de Natal, eu lembro da primeira vez em que vi um peru, vivo, andando... com aquela cauda que se abria como um imenso leque e a crista com uma parte que caia nas laterais do bico e o deixava com ar de mestre chinês... fiquei pasma ante tanta distinção e beleza.

E para minha alegria ele cantava! Ele, solene no meio do terreiro, cantando...

Gente, cantando... e eu, menina da cidade, de vida urbana, me encantando...

Notei que sempre que eu imitava o glu-glu que ele fazia, ele imediatamente abria a cauda, inflava o peito e soltava a voz em uma entoação solene e encantadora do seu glu-glu...

Fiquei um bom tempo, imitando e ouvindo ele cantar... até que minha tia me pediu para parar senão o pobre peru iria morrer de tanto cantar!

E hoje, perto do Natal, eu me sinto imensamente feliz por ser vegetariana e apreciar apenas a beleza, a solenidade e o canto do peru.

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mirna