O desenvolvimento da criança

Os filhotes dos demais animais já nascem com uma relativa maturidade ou a adquirem pouco depois de nascerem, o que não acontece com o embrião humano, que, após o nascimento necessita de mais um ano para atingir a maturidade equivalente aos filhotes de outros mamíferos.

Isso cria um estado de dependência extra uterina único no reino animal e define que a criança, antes da sua maturidade instintiva de sobrevivência já vai sendo moldada pela cultura humana que começa a influenciar o seu desenvolvimento chegando a se tornar uma questão primordial para o futuro dessa criança a aceitação ou a atitude negativa do coletivo com relação a ela.

E assim, a criança, passa a desenvolver seu ego e sua personalidade baseados no seu inconsciente, assumindo, pouco a pouco, a relação compensatória do inconsciente com a consciência que também servem para o desenvolvimento da personalidade como um todo.

Nesse contexto, a relação primal mãe-filho onde a criança ainda não diferencia seu próprio corpo e a mãe é decisiva nos primeiros meses de vida da criança, durante a estruturação do ego inicial fundamentado no prazer de desprazer propiciados e solucionados pela mãe.

A criança tem uma imagem corporal indefinida para si mesma e por isso mesmo, ilimitada, mesclada com o mundo de tal forma que pode-se dizer ser uma relação cósmica com o externo e isso passa a se modificar quando o ego começa a se estruturar e a individualização a se solidificar.

Fonte de pesquisa:Erich Neumann - A criança

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mirna