Mimar

Para falar do mimar, que é um ato predominantemente de amor, vamos colocar a figura mais próxima da criança que é a mãe e que influencia diretamente a formação da visão de mundo e da percepção da criança.

O mimar em si longe está de ser prejudicial a criança, o que pode torna-lo um fator não saudável são o exagero e a motivação desse exagero.

A mãe, devido a várias causas como ser mãe de um filho único, ter enviuvado, não receber amor do marido, não amar mais o marido, com um marido velho demais para ela, tende a mimar seu filho em demasia e esse mimar pode obstruir ou parar o desenvolvimento da criança. E tem o agravante da mãe se apegar fortemente ao filho e não conseguir libera-lo mais tarde, quando se fizer necessário que este trilhe seu próprio caminho e para o filho se torna muito difícil suportar as frustrações da vida.

Quando a mãe se agarra ao filho pode não ser somente um caso de excesso de amor não canalizado em outras direções e tratar-se de um desejo de poder que substitui o amor real e se disfarça de mimo e que se baseia no querer preencher seu próprio vazio através do filhos e ai deixa de ser mimo e passa a ser um pseudominar.

Quando o mimo é saudável e representa amor real é fonte de a criança se tornar um adulto criativo e auto confiante, mas se vem carregado das necessidades psicológicas internas da mãe sendo produto de um coração faminto representa um amor materno que é mostrado ao filho como uma dádiva e exige pagamento constante em forma de gratidão.

Este é um condicionamento cultural que deve ser tratado com atenção e capacidade de auto crítica pelos pais.

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mirna